Aliados por conveniência? Reaproximação entre Emília e Valmir agita os bastidores e levanta a questão: quem lidera a oposição?

A recente aparição conjunta da prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, e do ex-prefeito de Itabaiana, Valmir, durante o evento do Sealba, no último fim de semana, movimentou o cenário político sergipano e reacendeu discussões dentro da oposição. O gesto de proximidade ocorre após um período marcado por declarações públicas e cobranças indiretas entre os dois líderes.

As divergências vieram à tona quando Valmir afirmou que teria pedido votos para Emília na eleição municipal de 2024, em Aracaju. Segundo ele, apesar do apoio, não teria sido procurado posteriormente para dialogar ou participar da gestão, nem contemplado com espaço na administração da capital.

A resposta veio em seguida. Emília relembrou o episódio das eleições de 2022, quando compôs chapa como candidata a vice-governadora ao lado de Valmir. A candidatura acabou anulada em razão da inelegibilidade do então cabeça de chapa. Após o pleito, segundo Emília, ela também não teria sido chamada para ocupar qualquer espaço na Prefeitura de Itabaiana, à época administrada por Adailton Souza, aliado político de Valmir.

A troca de farpas alimentou a percepção de uma disputa silenciosa pela liderança do campo oposicionista em Sergipe. Nos bastidores, aliados avaliam que Emília vinha assumindo protagonismo, tratando o ex-prefeito como figura politicamente enfraquecida, sobretudo enquanto perdurava sua condição de inelegibilidade.

O cenário, no entanto, sofreu alteração com a reversão da situação jurídica de Valmir, que recuperou sua elegibilidade e voltou ao centro das articulações políticas no estado. A chamada “virada de chave” reconfigurou o tabuleiro e, segundo analistas, teria contribuído para uma mudança de postura da prefeita, agora sinalizando reaproximação.

A presença lado a lado no evento do Sealba, em Itabaiana, com direito a fotos e gestos de alinhamento, foi interpretada como demonstração pública de unidade. Ainda assim, nos bastidores, permanece a dúvida: trata-se de uma aliança estratégica diante do novo cenário ou de um real entendimento político?

Enquanto a oposição busca consolidar força para os próximos embates eleitorais, a pergunta segue ecoando nos círculos políticos: afinal, quem lidera esse agrupamento — ele ou ela?

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