O ex-governador de Sergipe, Belivaldo Chagas, voltou a ganhar protagonismo no noticiário político após receber, em sua residência, o deputado federal Thiago de Joaldo. A visita, por si só, já chamou atenção, mas ganhou ainda mais repercussão por acontecer na mesma semana em que Belivaldo também recebeu o ex-senador Eduardo Amorim, intensificando as articulações nos bastidores da política sergipana.
Os encontros recentes reforçam as especulações sobre um possível distanciamento de Belivaldo em relação à base governista e levantam a hipótese de uma reaproximação com setores da oposição ao governador Fábio Mitidieri. O fato curioso — e politicamente simbólico — é que essa mesma oposição foi responsável, durante anos, por rotular Belivaldo como “o pior governador da história de Sergipe”.
Agora, o cenário parece mudar. Antigos críticos passam a enxergar no ex-governador um possível aliado estratégico, em um momento de reorganização política e construção de novas alianças visando as eleições de 2026. A guinada levanta questionamentos sobre coerência política e reforça o pragmatismo que costuma marcar os períodos pré-eleitorais.
Diante desse novo contexto, uma pergunta inevitável começa a circular nos corredores da Assembleia Legislativa e nas rodas políticas do estado: o que dirá o deputado Georgeo Passos, um dos nomes mais duros da oposição e crítico contumaz da gestão Belivaldo, diante dessa tentativa de aproximação?
Sem confirmações oficiais sobre rompimentos ou novas alianças, os encontros seguem sendo tratados como conversas políticas. Ainda assim, cada movimento é observado com lupa e contribui para alimentar a expectativa sobre possíveis mudanças no tabuleiro político de Sergipe.




