Estratégia de Rodrigo Valadares ao apostar em Coronel Rocha para o segundo voto bolsonarista pode se voltar contra ele

Estratégia de Rodrigo Valadares pode sair pela culatra na disputa pelo voto bolsonarista em Sergipe

O deputado federal e pré-candidato ao Senado Rodrigo Valadares articula uma estratégia para a eleição em Sergipe: apostar que o eleitorado ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro destine o primeiro voto a ele e o segundo ao coronel Rocha. Como a disputa para o Senado permite dois votos, o cálculo político seria organizar o campo bolsonarista e evitar que esses votos se dispersem entre diferentes candidaturas.

O problema é que, na prática, a política sergipana costuma funcionar muito mais pelo chamado voto de influência. Enquanto o primeiro voto pode até ser ideológico, o segundo geralmente é resultado de articulações locais, apoio de lideranças políticas, prefeitos e grupos regionais. Assim, o eleitor pode até votar primeiro em Rodrigo Valadares, mas acabar destinando o segundo voto a outro candidato que tenha mais força em determinada cidade ou segmento.

Há ainda um risco maior nesse cenário. Pela própria patente militar, o coronel Rocha pode acabar atraindo parte significativa do eleitorado bolsonarista — um público que tradicionalmente demonstra forte identificação com nomes ligados às forças de segurança. Nesse caso, o primeiro voto poderia migrar para Rocha, e o segundo não necessariamente retornar para Rodrigo Valadares, o que poderia transformar a estratégia em um movimento capaz de prejudicar o próprio deputado.

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