Alessandro Vieira votou a favor de Jorge Messias, indicado de Lula ao STF, que foi favorável ao aborto por método considerado cruel, que aplica cloreto de potássio no coração do bebê em formação, com fetos de até 22 semanas, prática contestada até pelo Conselho Federal de Medicina

O senador Alessandro Vieira votou favoravelmente à indicação de Jorge Messias, nome que gerou debates no Senado por posições adotadas enquanto comandava a Advocacia-Geral da União (AGU).

Entre os temas mais discutidos esteve a manifestação da AGU, assinada sob comando de Jorge Messias, contra uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que restringia o uso da assistolia fetal em casos de aborto legal acima de 22 semanas. No documento, a AGU sustentou que a norma do CFM era inválida e que o conselho teria ultrapassado sua competência regulatória.

A assistolia fetal é um procedimento médico utilizado em interrupções legais da gravidez em fases mais avançadas da gestação, com aplicação medicamentosa para cessar os batimentos cardíacos fetais antes da retirada. O tema divide opiniões no meio jurídico, político e médico.

“A assistolia é induzida pela injeção de drogas, geralmente cloreto de potássio e lidocaína, no coração do feto. Ninguém em sã consciência pode concordar que tamanha crueldade seja um direito materno sobre o bebê”, afirma o relator da Resolução CFM nº 2.378/24, conselheiro federal Raphael Câmara. 

Críticos da posição adotada pela AGU afirmam que a manifestação representou apoio à flexibilização do aborto legal em casos sensíveis, enquanto defensores sustentam que o parecer tratava da legalidade administrativa da resolução do CFM, e não de incentivo ao aborto em si.

O voto de Alessandro Vieira favorável a Jorge Messias reacendeu discussões entre setores conservadores e progressistas, especialmente por envolver temas morais e constitucionais de grande repercussão nacional.

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